domingo, 22 de novembro de 2009

Desperdiçando amor

Talvez um dia eu seje franco comigo mesmo
horas incontáveis que se passam
do nascer ao pôr-do-sol
incontáveis lágrimas derramadas
do nascer ao pôr-do-sol

sonhem meus amigos
sonhem meus irmãos
estamos todos envoltos
pelo cobertor do tempo

Passei meus últimos dias
preso na solidão
na dúvida de um amor
correspondido ou não

procurando conforto
numa carícia desesperada
em palavras de carinho
épocas de feriado, sofrimento gratuito

em seus olhos vive um carrasco
um grito de medo
rasga a escuridão da noite

leve meu corpo para junto de ti
leve minha alma para junto de ti

época de primavera
meu amor por ti aflorece
época de verão
sentir seu calor eu desejo
época de inverno
desejo que você me aqueça
época de outono
pensando em ti eu apodreço

maltrato meu corpo
cada vez que sonho contigo
uma tatuagem eu fasso
coberto hoje meu corpo se encontra
marcas repletas de dor

a dúvida me mata
serei ou não correspondido?
todo meu coração
desperdiçando amor
quanto amor desperdiçado...
me coloco para dormir
e uma nova marca para meu corpo eu preparo
aqui na frente da fogueira
me escondo na sombra
a sombra que representa eu e você

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