quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

pesadelos

como descrever essa agonia?
deitado sozinho na cama
feche os olhos e espero pelo pior
eu tento fugir do inevitável
é perigoso e tenho medo

então deite-se ao meu lado e me liberte
essas correntes de metal são difíceis de morder
estou sufocando
me abrace forte me abrace forte
até eu finalmente acordar

não importa quanto eu grite estão preparados
não importa se estou contra a parede
permanecem todos do meu lado
abram essa porta para eu poder fugir
quero olhar pro céu e gritar bem alto
antes que eu apague novamente...

essa sujeira ainda me deixa marcas
piso forrado de vermelho cor de sangue
animais caçam seus predadores
bafomés e suas mulheres festejam
tudo escondido embaixo do arco-íris
me reprime, me enoja, me assusta
não diga-me o que fazer nem você nem ninguém
pode fazer sua ligação e seu último desejo
lave as mãos até ter certeza que está limpo

me diga por que vivo o pesadelo
não quero essa cobiça
não quero essa arrogância
me diga por que me escolheu
se você me abrir vai me machucar
existem coisas horríveis dentro de mim
coisas como bruxas, magia negra e políticos
o ódio ainda é meu guia e protetor
o medo ainda me perturba e isola
então me abrace até que eu durma

pode me abraçar estou maculado
em cima da cabeceira um crucifixo
não quero não quero não quero

me abrace, me abrace, me abrace
me abrace, me abrace, me abrace
me abrace, me abrace, me abrace
me abrace, me abrace, me abrace
me abrace, me abrace, me abrace
até que eu possa acordar

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