muito mais que bela
podia ser vista além das montanhas
coberta sobre um mar de nuvens
repleta de natureza e vida
o que se tornou a cidade dos céus
os vizinhos conversavam
as crianças brincavam com sorrisos
coisa rara de se ver
não havia bandidos nem política
mesmo que falasse a língua dos anjos
não saberia descrever
todo dia havia alegria
a dor era a ferida nunca sentida
todos queriam morar lá
todos morreriam para viver lá
todos...
e assim foi
pessoas surgiam de todos os cantos
intrigas cresciam com a raiva
o ódio no coração de quem nunca o sentiu
vamos machucar nossos corações?
para mais pessoas mais casas
para mais casas menos natureza
ela começou a morrer
a paz e a felicidade também
a luz se rendeu às trevas
corruptos no controle nojentos
a utopia se tornou o padrão
a cidade perfeita se tornou apenas uma cidade
muitas pessoas morreram
não por doença
mas por um coração partido
a utopia ainda não morreu
as pessoas se uniram e lutaram
criminosos foram expulsos
deram boas-vindas à paz
aos poucos voltava a ser o paraíso
a inveja se estancou na cara das pessoas
se não podemos ter o paraíso
ninguém poderá ter
lugar de paraíso não é aqui
lugar de paraíso é no céu
João Roberto com tochas e enxadas
vamos destruir à tudo que seje puro
palavras ditas e apoiadas
todos com inveja tomados pelo ódio
à caminho da destruição
a luz desceu dos céus
uma luz divina como a vida
a luz do céu desceu
e ao lado de Deus foi levado
a cidade dos céus
essa história tem moral?
a moral não pode ser dita
essa moral pode ser vivida
sabemos nossos erros
sabemos nossa ganância
fazemos o mal e não mudamos
o desejo destrói o que é perfeito
não merecemos o que é perfeito
a cidade dos céus
ao lado de Deus está
e nós aqui ficamos...
domingo, 4 de abril de 2010
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