quinta-feira, 27 de maio de 2010

Brisas do tempo

sempre olho para o horizonte
toda tarde deitado na cama
esperando a vida passar
esperando um colega vir me chamar
tendo como som os latidos dos cães
tendo como perfeita sinfonia
o tic-tac do relógio da cozinha

cada vez que eu durmo
ao acordar não posso reaver
aquele tempo que passou
por que estou eu neste mundo?
deveria fazer a minha vida
uma coisa memorável?

a janela está aberta
uma brisa simples e aconchegante
entra e toca o meu rosto
quantas pessoas será
que essa brisa já tocou?
será que essas pessoas
vivem os mesmos problemas que eu?

somos fantasmas
mas um sopro de vida me sufoca
a escuridão me incomoda
posso simplesmente acender as luzes
ainda espero que perceba meu caminho
eu caminho sem deixar marcas
mas sei que pode me encontrar

meus amigos hoje foram num bar
me convidaram para ir junto
hoje não estou muito animado
estou com uma tremenda dor de cabeça
eles se divertirão por mim
ficarei deitado olhando para o infinito
pensando no que fazer da vida

tenho medo do escuro
então acendo o abajur
o telefone toca e minha mãe diz
telefone pra você
é aquela pessoa
que você fala por horas

somos jovens e pensamos como velhos
e estamos sempre tão distantes
de todo o tempo que passou
por favor me abrace forte e me diga
que estamos distantes do tempo
mas perto um do outro
e isso é tudo o que importa

veja o sol está nascendo
hoje tenho aula e prova de história
eu me esqueci de estudar mais uma vez
mas um dia eu sei que terei
inúmeras histórias para contar

hoje a noite
pensarei sobre a vida
depois que me divertir
com os amigos e família

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