segunda-feira, 5 de julho de 2010

Olá ao silêncio

digo olá tolos, meus amigos
não são perfeitos mas são meus
são apenas três ou quatro deles
prezo qualidade sobre quantidade
ser sozinho mas ser feliz
essa é a questão não é verdade?

eu vim para podermos falar
posso gastar um minuto talvez dois
queria falar da visão que um dia eu tive
veio da escuridão como uma semente
que ficou plantada em minha mente

essa visão era curta mas assusta
eu caminhava em ruas retângulares
as casas pequenas e irregulares
o tempo era húmido e frio
me agasalhei e me protegi
a velha senhora veio me olhando
e com uma caneta ela não disse quando
ela simplesmente escreveu num papel
como seriam os sons do silêncio

e na luz do dia observei
milhões de pessoas que se comunicavam
mas elas não falavam nem se olhavam
ainda sim pareciam se entender
não sei como isso é possível
elas não ousavam nem por um instante
quebrar os sons do silêncio

essa é como a maldição que me rogara
a praga que toma conta da colheita
o câncer que cresce infinitamente
minhas palavras a ti caem
como gotas falsas da chuva verdadeira
que abaixo de mim formam a corredeira
que se dirige aos mares do silêncio
aquele que ninguém nesse mundo
ousa pensar oportunar...

ninguém nunca teve coragem
as belas palavras escritas
pelos maiores gênios de nosso mundo
são trocadas por lixo comercial
minha mente não admite o ideal
os faróis dos carros sinalizam um aviso
o aviso de ordem e progresso
que me lembro de ter visto em algum lugar
mas já me esqueci
não deve ter sido importante

os corredores vazios e sem vida
as palavras dos profetas
"um futuro de amizade a escuridão
um futuro de vergonhas assim como o passado
tudo muda mas nada melhora"
não sou profeta mas sabia
também sei de que sei
o que falaram é verdade
falaram os sons do silêncio

Um comentário: