em um cofre minha sabedoria desapareceu
sua felicidade estava exposta como um museu
esperando que alguém a destruísse por completo
já brigamos tanto e não sei se vale a pena
vou ficar aqui em frente a livros ou tv
os sonhos tristes ou inertes permanecem
vamos a escola sem esperança e sem um futuro
somos todos pássaros em gaiolas
cantamos por mero prazer
você chega em casa e vai ao banheiro
com seu pequeno canivete marca seu corpo
você vê o sangue correr e deseja mais
sente uma dor diferente, não se importa
a dor é o prazer que te restou
você sente esse vazio? esse vazio já conhecemos
foi para o sanatório por não ter amigos
se matou por não ter futuro
os homens e seus desejos e pensamentos
todos nojentos
você pensa que sabe, você pensa que entende
tem medo de sair de casa a noite
tem medo de apanhar dos pais durante a noite
tem medo de ver a cena do pai espancando a mãe
tem medo que o namorado invada seu corpo
assim como o papai invadiu a mamãe...
tem medo de ser uma mãe como sua mãe
chega em casa e se tranca no quarto
fica com seus discos do mais depressivo rock
depois vai para o banheiro e se corta
de novo de novo e de novo
sozinha em seu quarto pode se perder em drogas
seus pais não se importam...
você concorda de viver com esse cansaço?
você acha justo a violência contra as mulheres?
por que viver se não se sente vivo?
olham para mim como se fossemos doentes
quando um assalto ocorre
trancam-se nas suas casas
não fazem nada...
depois com seus olhares de piedade
perguntam como está
tudo tão ridículo
os calmantes já não lhe fazem efeito?
mais uma amiguinha sua se vai...
mais sozinhos ficamos
mais errado amamos
vivemos na dúvida de amor correspondido
de sermos usados em jogos doentios
quanto mais lutar mais perderemos
por que não escolher quem amar?
tudo seria tão simples
somos todos tão jovens...
somos todos tão jovens...
somos todos tão jovens...
sábado, 9 de janeiro de 2010
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